Início Política Ministro mais antigo do STF rejeita pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro

Ministro mais antigo do STF rejeita pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro

Ministro mais antigo do STF rejeita pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado (17) o pedido de habeas corpus apresentado por um advogado que pleiteava prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão não examinou o mérito da questão nem analisou o conteúdo do eventual benefício, mas reconheceu a incompetência do membro que protocolou a peça e não conheceu do recurso.

Na decisão divulgada neste sábado, Mendes registrou que “o presente habeas corpus nem sequer foi impetrado pela defesa técnica do paciente, ex-Presidente da República. Diante do exposto, não conheço do habeas corpus, por manifesta inadmissibilidade da via eleita.” Com isso, o ministro afastou a análise sobre o eventual direito à prisão domiciliar humana, limitando-se a encaminhar o caso pelos trâmites cabíveis diante da irregularidade processual.

Mendes recebeu o caso após o ministro Alexandre de Moraes se declarar impedido de atuarar na matéria. A troca de responsáveis ocorreu no âmbito de um trâmite que envolve a aplicação de medidas cautelares e a avaliação de um eventual regime de cumprimento de pena com supervisão domiciliar, tema ainda em estágio inicial de avaliação.

Transferência e próximos passos
Em 15 de janeiro, quinta-feira, Bolsonaro foi transferido da Superintendência da Polícia Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha. A transferência ocorreu no contexto de deliberações sobre a possibilidade de prisão domiciliar humanitária e de eventuais medidas de proteção ao ex-chefe do Executivo. O ministro Moraes determinou ainda que fosse realizada uma perícia oficial antes de qualquer decisão sobre o benefício, com o laudo previsto para ser protocolado dentro de 10 dias.

Além disso, Moraes autorizou a instalação de itens de segurança na área de custódia. Entre as medidas previstas estavam “grades de proteção e barras de apoio na cama e em outros locais” do espaço onde Bolsonaro permanece custodiado, conforme autorização judicial. A finalidade é assegurar condições de proteção ao ambiente de cumprimento da pena, ao mesmo tempo em que se avalia a viabilidade de uma eventual prisão domiciliar humanitária.

Atualização das providências
Na tarde deste sábado, os advogados que representam Bolsonaro informaram ao ministro que irão tomar as providências necessárias para adaptar o local onde o ex-presidente cumpre pena, caso o laudo pericial indique viabilidade de mudanças que viabilizem a prisão domiciliar. O objetivo é atender aos requisitos legais e às recomendações da perícia para que haja, se cabível, uma transição segura para o regime pretendido.

O andamento do caso segue sob vigilância do judiciário, com etapas formais a serem cumpridas, incluindo a conclusão da perícia oficial e a nova avaliação sobre o cabimento da prisão domiciliar humanitária. Enquanto isso, as autoridades de segurança e a defesa permanecem acompanhandos os próximos capítulos do processo, que envolve questões judiciais complexas e de alto impacto político.

Ressalta-se que não houve qualquer confirmação sobre data de decisão final acerca da concessão ou não da prisão domiciliar, pois o instrumento atual se limita a afastar o questionamento por meio de uma via processual inadequada, enquanto se aguarda a conclusão das etapas técnicas e legais previstas.

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