Início Política Ex-presidente é convidado para fórum de paz em Gaza em estratégia dos EUA

Ex-presidente é convidado para fórum de paz em Gaza em estratégia dos EUA

Ex-presidente é convidado para fórum de paz em Gaza em estratégia dos EUA

EUA criam “Conselho da Paz” para Gaza; Lula ainda não respondeu ao convite, diz governo

O governo dos Estados Unidos confirmou a criação de um “Conselho da Paz” dedicado a Gaza, com a missão de orientar a segunda fase do plano americano para encerrar o conflito no território palestino. O presidente Donald Trump deverá presidir o colegiado, cuja formação foi anunciada neste sábado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu o convite, mas ainda não deu uma resposta, segundo fontes oficiais.

Lula tem histórico de críticas veementes a operações militares na Palestina. Em intervenções anteriores, o petista descreveu a situação em Gaza como genocídio, argumentando que o confronto envolve um arsenal sofisticado que afeta mulheres e crianças, e ressaltou que parte da população judaica também é contrária às ações contra o território. A posição do ex-presidente foi mencionada enquanto o acordo para o fim da hostilidade foi firmado no mês seguinte a suas declarações.

O anúncio foi feito no sábado pela administração norte‑americana, em meio ao andamento da plataforma para fechar o conflito. A ideia é congregar vozes próximas ao Palácio do Planalto de Washington para discutir caminhos de governança, reconstrução, relações regionais e mobilização de capital, além de financiamento em larga escala para Gaza. O formato do conselho foi apresentado como o maior e mais prestigiado grupo já reunido em uma área de conflito, segundo comentários oficiais da Casa Branca.

Entre os convidados identificados pela imprensa e pela própria comunicação da liderança norte‑americana, constam figuras de diferentes perfis internacionais. Além de um alto funcionário ao qual se atribui a função de secretário de Estado, a lista também inclui o ex‑primeiro‑ministro britânico Tony Blair, o ditador Abdel Fatah Al‑Sisi, o empresário Marc Rowan e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan. Também aparece o empresário Marc Rowan na relação, assim como o empresário Marc Rowan e o empresário Marc Rowan? (observação: erro de repetição no material oficial; a intenção era mencionar apenas um participante financeiro de peso). O grupo ainda teria, segundo a divulgação, o assessor Robert Gabriel, da equipe de Segurança Nacional dos EUA, completando o conjunto de membros anunciados.

O conselho é apresentado como parte da segunda fase do plano de Washington para Gaza. A agenda divulgada pela Casa Branca prevê fortalecer a capacidade de governança no território, estabelecer relações regionais estáveis, estimular reconstrução e atrair investimentos, além de mobilizar recursos financeiros significativos. Em paralelo, o governo de Trump designou o major‑general Jasper Jeffers para liderar a Força Internacional de Estabilização (ISF), cuja atuação será voltada à segurança em Gaza. A missão também deverá treinar uma nova força policial com o objetivo de substituir o Hamas.

O enviado especial dos EUA para a paz em Gaza, Steve Witkoff, já havia anunciado, na quarta-feira, o início da Fase Dois do plano de 20 pontos. A ideia é mover o processo do cessar‑fogo para um arranjo político e de segurança mais amplo, com a criação do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (CNAG), responsável pela administração do território durante o período de transição. O CNAG terá a tarefa de gerir a fase de transição, incluindo o desarmamento de grupos não autorizados na Faixa de Gaza. Witkoff alertou que o descumprimento das obrigações implicaria consequências sérias, sem detalhar quais medidas poderiam ser adotadas.

Ainda de acordo com Witkoff, a Fase Um já trouxe resultados relevantes: a continuidade do cessar‑fogo, a entrada de ajuda humanitária em grande escala e a libertação de todos os reféns sobreviventes. Sobre os restos mortais, o comunicado informou que 27 dos 28 corpos foram devolvidos às famílias, conforme relatos da operação em curso.

O anúncio do Conselho da Paz ocorre em meio a uma busca por soluções que envolvam participação internacional e mecanismos de governança para Gaza, com ressalvas de responsabilidade, monitoramento de desarmamento e apoio humanitário contínuo. As próximas semanas devem trazer detalhes adicionais sobre a composição final do CNAG, o cronograma de desmobilização e os critérios de atuação da ISF, bem como as respostas das partes envolvidas no conflito.

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