Início Política Davos sem presidente; Trump fala, Lula designa ministra

Davos sem presidente; Trump fala, Lula designa ministra

Davos sem presidente; Trump fala, Lula designa ministra

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, será a única representante do governo brasileiro no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça. Ela conduzirá o grupo de governo da iniciativa denominada Colaboração, composto por dez países, segundo a organização do evento. A participação ocorre entre esta segunda-feira (19) e a quarta-feira (23).

Na agenda brasileira, Dweck assume a presidência da sessão do Global Digital Collaboration (GDC) na terça-feira. No dia seguinte,14 ela integra um painel dedicado às perspectivas de crescimento para a América Latina, ampliando a atuação do Brasil no eixo de tecnologia, inovação e integração regional.

Apesar de ter sido incluídas inicialmente na programação, as ministras Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) e Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima) não participarão do encontro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também não deverá comparecer a Davos. Este é o terceiro mandato de Lula, iniciado em 2023, sem registro de participação no Fórum Econômico Mundial.

A expectativa de participação internacional no evento envolve o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem sido apontado como presença provável, em meio a tensões sobre a possível anexação do território da Groenlândia. A organização do fórum já tratou a possibilidade de a agenda incluir interlocuções com o chefe da Casa Branca, com foco na cooperação entre nações, especialmente nos setores de tecnologia e geração de empregos.

Recuos com temas sensíveis, como o que se refere a pautas de “woke” (progressistas), também têm sido mencionados como condicionantes para a participação de Trump. Caso confirme presença, o discurso do americano tende a privilegiar cooperação internacional, com ênfase em avanços tecnológicos e na criação de empregos.

Entre os tópicos que devem constar da pauta, está a cobrança por ações em relação a Nicolás Maduro, o ditador venezuelano. A comunidade internacional permanece dividida quanto a intervenções e ações para restauração da democracia na Venezuela, com diferentes leituras sobre o alcance e os efeitos de qualquer medida externa.

O Fórum Econômico Mundial continua a ser um espaço-chave para debates sobre a integração das economias globais e o papel de governos, empresas e instituições internacionais na promoção de desenvolvimento sustentável, inovação e competitividade. Nesta edição, a pauta brasileira busca ampliar a visibilidade de políticas públicas inovadoras, assim como fortalecer parcerias regionais e globais para acelerar a transformação digital e o crescimento econômico.

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