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Deputado convoca marcha de MG até Brasília

Deputado convoca marcha de MG até Brasília

Paracatu, MG – O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) iniciou nesta segunda-feira uma caminhada que atravessa o interior de Minas Gerais em direção a Brasília, com saída de Paracatu e trajeto pela BR-040 que, ao longo de pouco mais de 200 quilômetros, ligará a capital mineira à capital federal. A proposta, segundo o movimento, é chamar a atenção para posicionamentos considerados abusivos pelo Supremo Tribunal Federal em relação aos desdobramentos das manifestações de 8 de janeiro e à condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A previsão é que a caminhada chegue a Brasília no próximo domingo, 25 de janeiro. Do ponto de partida, o objetivo é percorrer trechos da BR-040 até a chegada na área central da capital federal, com o trajeto sendo descrito pela organização como pacífico e ordeiro.

A ação reúne um conjunto de apoiadores que anunciaram participação formal. Entre os nomes confirmados estão: Gustavo Gayer (PL-GO), Fernando Holiday, Carlos Bolsonaro (PL), André Fernandes (PL-CE), Márcio Gualberto (PL-RJ), Rafael Satiê (PL), Pedro Pôncio, Luciano Zucco (PL-RS), Eduarda Campopiano (PL), Carlos Jordy (PL-RJ) e Guilherme Kilter (Novo), além de outros aliados de diferentes regiões. A lista foi divulgada pela coordenação do movimento e também por integrantes que acompanham o trajeto pelo caminho escolhido, com atualizações sobre as distâncias já vencidas.

Durante o percurso, Gayer e Nikolas Ferreira têm mantido atualizações em vídeos, nos quais informam aos apoiadores quantos quilômetros já foram percorridos e como está o andamento da mobilização. O formato de comunicação visa aproximar o público da ação e explicar as motivações por trás da caminhada.

Em tom de convocação, Nikolas Ferreira publicou uma carta aberta na qual explica que o ato não se caracteriza como vaidade nem como espetáculo, mas como uma demonstração de consciência cívica, de comprometimento com a liberdade e com o país. Segundo o texto, a desumanização de brasileiros detidos após o dia 8 de janeiro, a imposição de processos considerados ilegais e parciais, bem como a perseguição de opositores, são apontados como sintomas de um quadro mais amplo que envolve a deterioração de instituições, a sensação de impunidade entre prática de acusações e a queixa de um Estado ausente quando é necessário agir.

A carta também aborda a defesa de direitos dos presos daquele período, incluindo Jair Bolsonaro, e reforça a necessidade de discutir e, se for o caso, derrubar o veto existente em relação à dosimetria das penas, tema que, segundo o autor da caminhada, precisa ser revisado pelo Congresso Nacional. O comitê organizador enfatiza que o movimento não pretende substituir instituições, leis ou o trabalho institucional, e que o acto é essencialmente simbólico, representando o direito constitucional de ir e vir e o direito de manifestação.

Ferreira descreve a caminhada como um chamado à mobilização da sociedade para reacender a esperança e a coragem necessárias para enfrentar o que ele enxerga como violação de direitos e abusos processuais. O objetivo declarado é que, ao chegar a Brasília, haja uma demonstração física de apoio a uma linha de defesa da justiça, da dignidade humana e da liberdade, especialmente no que diz respeito aos casos envolvendo os acontecimentos de 8 de janeiro e a situação de Bolsonaro.

Os organizadores destacam ainda que o movimento terá caráter pacífico e não se propõe a gerar desordem ou práticas delituosas. A narrativa reforça que o ato é apenas um gesto simbólico, valorizando o significado das manifestações como instrumento de participação cívica. Ao longo da semana, a expectativa é confirmar novos apoiadores e ampliar a cobertura, mantendo o público informado sobre o andamento da travessia pela BR-040 até o destino final.

Enquanto os participantes seguem o percurso, o cálculo de distância percorrida e as paradas programadas têm sido atualizados pelas equipes de apoio, que monitoram o ritmo da marcha sem comprometer a tranquilidade da mobilização. A avaliação sobre os impactos da caminhada permanece dependente do desfecho da chegada a Brasília, com a esperança de que a mobilização sirva de estímulo ao debate público e à reflexão sobre os temas apontados pelos organizadores.

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