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Lula amplia tom de campanha e ataca Bolsonaro sobre apostas

Lula amplia tom de campanha e ataca Bolsonaro sobre apostas

Durante a entrega de unidades do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dedicou parte de sua fala a criticar a gestão de Jair Bolsonaro. O chefe do Executivo afirmou que o ex-presidente foi o responsável pela disseminação de apostas no país, acusando-o de ter “levado cassinos para dentro das casas” por meio dos dispositivos móveis. Lula reforçou sua posição histórica de resistência aos jogos de azar, lembrando que o jogo do bicho continua tipificado como crime, ainda que a prática apareça de maneira generalizada.

O tema das apostas online tem ganhado contorno nacional nos últimos anos. A legalização das plataformas de apostas foi formalizada em 2018, mas a regulação efetiva ficou sob responsabilidade do governo federal apenas a partir de 2023. Nesse contexto, o presidente destacou a diferença entre o que houve e o que se observa hoje, apontando que o que ele chama de “bet” ganhou espaço durante o período anterior ao seu mandato, com as pessoas acessando serviços de apostas por meio de smartphones.

Ao falar sobre o atual cenário, Lula afirmou que, para muitos brasileiros, a mobília do entretenimento e a rotina de jogos de azar passaram a fazer parte do dia a dia, especialmente para as famílias que utilizam a internet. “Não dá pra ignorar que boa parte da população se acostumou com o que vem sendo chamado de apostas digitais”, disse, em referência aos serviços que foram popularizados nos últimos anos.

O presidente enfatizou que sua gestão mantém uma posição crítica aos cassinos, associando a prática a riscos para a sociedade. Mesmo reconhecendo avanços na regulamentação, ele reiterou a necessidade de acompanhar de perto o impacto dessas atividades no cotidiano das famílias. Em sua visão, a prioridade é orientar políticas públicas que reforcem o foco em áreas como moradia, saúde e segurança.

No Rio Grande do Sul, Lula traçou metas para 2026 que, segundo ele, deverão servir como parâmetro de avaliação entre o que foi feito em seu mandato e as gestões de Bolsonaro e do ex-presidente Michel Temer (MDB). O chefe do Executivo afirmou que 2026 deverá ser o “ano da comparação” entre as administrações, sugerindo que as ações implementadas ao longo de três anos sejam comparadas com o que foi feito em sete anos por governos anteriores. O objetivo, conforme descreveu, é justamente romper com narrativas que, na visão dele, tenham sido propagadas como mentiras.

O presidente também destacou que o ano de 2025 ficou reservado para a recuperação do país — um período dedicado a trabalho no campo, à produção de alimentos e ao fortalecimento de políticas públicas que proporcionem melhoria estrutural. “Plantamos a terra, aplicamos fertilizante e agora precisamos colher os frutos; 2026 será o momento de mostrar resultados,” afirmou, ao convocar o apoio da população para esse ciclo de gestão.

Entre as referências já apontadas por Lula para o processo de comparação, o presidente mencionou que pretende ancorar a contabilidade pública nos marcos institucionais que compreendem as mudanças desde o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, até as gestões de Temer e Bolsonaro. A estratégia, segundo ele, visa esclarecer dados e evidências para evitar “mentiras” difundidas no debate público.

O tom da atuação oficial de Lula em Rio Grande reflete uma combinação entre a defesa de reformas sociais, especialmente no programa habitacional, e uma agenda de confronto político com setores da oposição. O foco, afirma o governo, é avançar em programas de responsabilidade fiscal, investimento público e melhoria de serviços à população, ao mesmo tempo em que se sustenta o discurso de transparência e prestação de contas para o eleitorado.

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