O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, elogiou a decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) de arquivar as denúncias apresentadas pela oposição contra o ministro Dias Toffoli, no âmbito do caso conhecido como Master. Para o ministro, a análise final da PGR corrobora que as instituições brasileiras estão funcionando dentro de um Estado de Direito.
Mendes destacou que, nesse desenho institucional, a observância do devido processo legal e o respeito às garantias institucionais são condições essenciais para a estabilidade democrática e para a confiança da sociedade nas próprias instituições. Em sua visão, decisões fundamentadas em critérios jurídicos objetivos e livres de pressões externas fortalecem a segurança jurídica e a maturidade do sistema constitucional.
A decisão da PGR foi tomada por Paulo Gonet, que arquivou a representação apresentada pela oposição, que pedia o afastamento de Dias Toffoli da relatoria do inquérito que investiga fraudes no Banco Master. O arquivamento foi interpretado pelo ministro do STF como um sinal de respeito às regras institucionais e à autonomia dos órgãos do sistema de Justiça, ressaltando a separação funcional entre os poderes.
A divulgação de novos indícios de potenciais conflitos de interesse envolvendo Toffoli intensificou, no Congresso, a ofensiva da oposição contra o ministro. Além das questões relacionadas à atuação dele no inquérito sobre o Master, parlamentares passaram a reunir informações adicionais sobre um resort com cassino ligado a familiares do magistrado. Segundo o material mencionado, esse empreendimento esteve sob a posse de dois irmãos do ministro até fevereiro de 2025.
Diante desse conjunto de informações, senadores e deputados reforçaram pedidos de impeachment e apresentaram novas representações à PGR, solicitando o afastamento de Toffoli da relatoria do caso Master. Existem ainda requerimentos de investigação contra o ministro ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à própria PGR, ampliando o escrutínio sobre a conduta do magistrado e a atuação das instituições envolvidas.
O tema permanece sob intenso escrutínio público e político, com a defesa da independência judicial e a defesa do funcionamento adequado das instituições como eixo central do debate. Até o momento, a PGR manteve o caminho institucional traçado na decisão de arquivamento, ao mesmo tempo em que o tema segue provocando questionamentos e pedidos de apuração por parte de diferentes segmentos do Legislativo.



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