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Brasileiro critica líder EUA em moradias; ambição mundial

Brasileiro critica líder EUA em moradias; ambição mundial

Durante uma cerimônia de entrega de unidades habitacionais no Rio Grande do Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dedicou parte de sua fala nesta terça-feira a críticas ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula afirmou que, segundo ele, Trump busca governar o mundo por meio das redes sociais, em especial o X (antigo Twitter), e sugeriu que esse método de comunicação tende a influenciar respostas internacionais de forma contínua.

O chefe do Executivo brasileiro ressaltou que, na visão dele, o uso intensivo de plataformas digitais para a condução de políticas públicas e de relações internacionais pode dificultar o respeito mútuo entre governos e povos. Em tom de alerta, Lula questionou se é possível tratar a população com dignidade quando se parte da premissa de que quem está do outro lado é apenas um objeto, e não um ser humano.

No entanto, o discurso do presidente não abordou um ponto específico sobre a preferência de Trump por outra rede social. Enquanto Trump migrou, em 2022, para a Truth Social após ter sido banido de X, o que se lê é que Lula não fez menção direta a esse detalhe durante a cerimônia. A Truth Social, de fato, vem sendo utilizada pelo ex-presidente para anúncios de grande impacto e para divulgar informações “em primeira mão”, segundo o próprio histórico público do político.

Entre as ações que costumam gerar debate, há também menções a iniciativas que, segundo críticos, alteram o clima das relações internacionais. No discurso de Lula, houve referências a episódios que, para parte da comunidade internacional, evidenciam a dificuldade de manter a soberania de países europeus frente a decisões norte-americanas em prol de interesses estratégicos. O tom do pronunciamento insere-se num momento de tensões diplomáticas que envolve avaliações sobre o peso da liderança dos Estados Unidos no cenário global.

Outra ponta da narrativa internacional que contextualiza a fala de Lula envolve críticas da comunidade global à política externa norte-americana. Em uma visão compartilhada por diferentes governos, há quem sustente que ações norte-americanas costumam colocar as pretensões de defesa de interesses dos EUA em prioridade sobre outros temas de soberania nacional, inclusive na Europa. Em contrapartida, a discussão sobre o papel da multilateralidade e da lei internacional permanece em evidência no debate público.

Na edição de domingo anterior, o presidente brasileiro publicou um artigo de opinião no The New York Times tratando de temas ligados à política externa norte-americana. Em seu texto, Lula descreveu como “lamentável” uma operação recente que resultou na captura do que ele chamou de ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro, avaliando que tais movimentações representam uma erosão da ordem internacional vigente desde o pós-Segunda Guerra Mundial. O ex-presidente também enfatizou que ações desse tipo permeiam um cenário em que o respeito às normas internacionais fica vulnerável, alimentando uma percepção de enfraquecimento do sistema multilateral.

O conjunto de declarações de Lula, tanto na cerimônia no Rio Grande do Sul quanto na publicação na imprensa internacional, reforça a pauta de crítica à atuação de Estados Unidos na arena global. Ainda que centradas em questões de comunicação digital e de soberania nacional, as observações do presidente buscam situar o Brasil como ator atento às regras que regem as relações entre nações, sobretudo no que diz respeito ao respeito aos tratados e ao diálogo multilateral.

Até o momento, não houve retratação ou complementação oficial que altere o teor das falas apresentadas pelo presidente durante o evento regional. O tom adotado mantém o foco em defender um order internacional baseado no diálogo e no escrutínio de ações que possam afetar a soberania de países próximos e distantes.

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