Início Política Deputado convoca marcha MG a Brasília; veja quem participa

Deputado convoca marcha MG a Brasília; veja quem participa

Deputado convoca marcha MG a Brasília; veja quem participa

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) iniciou nesta segunda-feira uma caminhada de Paracatu (MG) até Brasília (DF), com percurso superior a 200 quilômetros pela BR-040, que conecta a capital federal ao Rio de Janeiro. A previsão é de que chegue a Brasília no próximo domingo (25). O movimento é organizado como forma de protesto contra supostos abusos do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo os réus das manifestações de 8 de janeiro e a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pela Primeira Turma a 27 anos e três meses de prisão e atualmente custodiado no complexo penitenciário da Papudinha.

O itinerário ocorre em direção à capital federal pela rodovia que liga o interior a Brasília, com o objetivo declarado de chamar a atenção para casos envolvendo decisões judiciais consideradas injustas pelos organizadores. A passagem por cidades ao longo da BR-040 está prevista dentro do cronograma da caminhada, que prevê a chegada em Brasília ao fim da semana.

Entre os nomes que já confirmaram participação na ação estão o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), o ex-vereador de São Paulo Fernando Holiday, Carlos Bolsonaro (PL-RJ), ex-vereador carioca e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, o deputado federal André Fernandes (PL-CE) e o deputado estadual Márcio Gualberto (PL-RJ). Também integram o grupo Rafael Satiê (PL), vereador no Rio de Janeiro, o influencer Pedro Pôncio, ex-membro do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o deputado federal Luciano Zucco (PL-RS) e a vereadora Eduarda Campopiano (PL), de Praia Grande. Além deles, figura o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ). Em suas redes sociais, Carlos Jordy já confirmou a participação e mencionou planos de seguir com a caminhada mesmo após avançar com as etapas pessoais durante o percurso.

Durante o trajeto, Gayer e Nikolas Ferreira têm feito publicações em vídeo para registrar o avanço e os quilômetros percorridos. A comunicação evidencia o formato de mobilização, com relatos do andamento da rota e dos trechos já vencidos.

O conteúdo da mobilização envolve também uma carta aberta de Nikolas, na qual ele explica a motivação da iniciativa. Em tom contundente, o parlamentar afirma que a caminhada não é um gesto de vaidade nem um mero espetáculo, mas sim um ato de consciência, de amor ao Brasil e de compromisso com a liberdade. Segundo o texto, a desumanização de brasileiros detidos após 8 de janeiro, as acusações de processos considerados ilegais e parciais, bem como a perseguição a opositores políticos — incluindo Jair Bolsonaro — são elementos que apontam para um problema mais profundo: o desgaste moral da nação ante escândalos recorrentes, a atuação de grupos criminosos e a sensação de impunidade entre as instituições.

A carta também ressalta a defesa de direitos básicos, argumentando que há resistência a vedações processuais e à imposição de medidas que agravem a punição de indivíduos sem o devido respaldo. Entre os objetivos, Nikolas cita a derrubada de vetos relacionados à dosimetria das penas, tema que, segundo ele, poderia contribuir para um ambiente jurídico mais equilibrado.

O deputado afirma que chegará a Brasília no dia 25 de janeiro para demonstrar, de forma pacífica e visível, que ainda há brasileiros atentos, solidários e comprometidos com a justiça, a dignidade humana e a liberdade. Ele frisa que a caminhada envolve um chamado à tomada de consciência nacional e ao despertar cívico, sem incitar violência ou desordem. A iniciativa, destacam os organizadores, é uma expressão simbólica do direito de ir e vir e de manifestação assegurado pela Constituição, não uma solução única para os problemas do país.

Em tom reservado, os militantes ressaltam que a ação não pretende substituir instituições, leis ou o trabalho de cada cidadão. O caráter simbólico da caminhada é enfatizado como componente central, reconhecendo que símbolos possuem peso na mobilização popular, mesmo diante de desafios estruturais da nação.

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