Rogério Marinho abre mão da candidatura ao governo do RN a pedido de Bolsonaro e passa a apoiar a fala de Flávio Bolsonaro
O senador Rogério Marinho, líder do PL no Rio Grande do Norte, comunicou nesta quarta-feira (21) que desistirá de sua pré-candidatura ao governo estadual. A decisão ocorreu a pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro, que orientou o apoio à campanha do filho, Flávio Bolsonaro, para a Presidência da República. Em nota, Marinho afirma ter aceitado a orientação em um momento considerado difícil para o país e para o estado.
Em vídeo divulgado nas redes, Flávio Bolsonaro dirigiu-se ao povo potiguar. Ele reconheceu que a decisão pode causar apreensão entre quem apoiava Marinho, mas garantiu que a escolha está alicerçada na convicção de que é pelo Brasil. O parlamentar é apontado como possível coordenador da campanha nacional de Flávio, que disputa a Presidência.
Com a alteração no cenário, a corrida ao governo do Rio Grande do Norte ganha novos contornos. A disputa em Lagoa Nova deve ficar entre três nomes já conhecidos no cenário potiguar: o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União); o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos); e o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT). A homogeneidade de estilos, perfis e apoios promete deixar a disputa relativamente aberta, sem favoritos firmes até o momento.
No Senado, a expectativa é de acirramento entre candidaturas já estabelecidas. A senadora Zenaide Maia (PSD) concorre à reeleição, enquanto a atual governadora Fátima Bezerra (PT) também está na disputa. Outra liderança citada é o senador Styvenson Valentim (PSDB). São dois assentos em jogo para o estado, o que tende a manter RN entre os estados com pleitos concorridos para o Legislativo federal.
Nas redes sociais, Marinho ampliou o tom de sua decisão. Ele publicou mensagens de apoio a Flávio Bolsonaro e destacou a expectativa de que, em 2026, o Brasil recupere o caminho da prosperidade sob a liderança do filho de Jair Bolsonaro.
A íntegra da nota de Rogério Marinho reforça a linha de pensamento do parlamentar. Segundo o texto, o objetivo era construir, ao longo de 2025, uma candidatura que representasse um compromisso com o serviço público dedicado ao povo potiguar. O texto descreve que o estado não funciona isoladamente e que o Brasil enfrenta um momento histórico excepcional. O ex-dirigente do governo federal é citado como alguém que enfrentou adversidades com coragem, autenticidade e compromisso com o país, defendendo valores que inspiram seus apoiadores.
Marinho aponta que a decisão foi tomada para somar a uma frente liderada por Bolsonaro e Flávio, com a finalidade de derrotar o PT e, assim, contribuir para o futuro do Rio Grande do Norte e do Brasil. O tom do comunicado enfatiza gratidão, lealdade e solidariedade ao legado de Jair Bolsonaro, além do objetivo de defender a democracia e a liberdade no país.
O desfecho deixa claras as consequências políticas para o RN. A candidatura ao governo, antes aberta, passa a depender de coalizões e frentes que integrem os nomes que hoje disputam o Palácio de Despachos em Lagoa Nova. Do lado federal, as candidaturas ao Senado devem seguir em compasso de disputa acentuada, com chance real de definir duas cadeiras potiguares. A agenda eleitoral potiguar, agora, ganha um novo impulso, com as movimentações políticas centradas no acordo entre lideranças regionais e nacionais que apoiam o grupo ligado a Flávio Bolsonaro.



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