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Parentes do ministro teriam construtora vendida a advogado

Parentes do ministro teriam construtora vendida a advogado

Resort Tayayá em Ribeirão Claro é apontado como tendo cassino, segundo reportagem

Um resort localizado em Ribeirão Claro, no Paraná, conhecido popularmente como o “resort do Toffoli”, aparece com um cassino entre as atrações, de acordo com informações divulgadas pelo portal Metrópoles nesta quarta-feira (21). A Gazeta do Povo entrou em contato com a administração do espaço e com o ministro Dias Toffoli, passando a peça de resistência para manifestação oficial. O local continua aberto a comentários.

O apelido do empreendimento decorre de ter sido erguido pela incorporadora dos irmãos José Carlos e José Eugênio, próximos ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. O resort, no entanto, foi vendido a um advogado ligado à empresa J&F, que tem entre seus sócios os empresários Joesley e Wesley Batista. O profissional afirmou que os jogos disponíveis aos hóspedes são permitidos e que não há qualquer interferência ou incentivo à jogatina.

A trajetória do Tayayá ganhou visibilidade histórica após o episódio envolvendo o Banco Master. Conforme apurado, Fabiano Zettel —cunhado de Daniel Vorcaro, proprietário da instituição financeira— chegou a adquirir ações do hotel.

Ainda conforme a reportagem, o cassino teria sido inaugurado no final de 2025, em um evento que contou com a presença do ex-jogador Ronaldo Fenômeno. Segundo o portal, o ambiente abriga 14 máquinas de jogos, e o acesso não apresenta controles, o que, nas imagens registradas pelos repórteres, permitiu a observação de crianças jogando ao lado de adultos que consumiam bebidas alcoólicas.

Apesar de o jogo ser proibido no Brasil, o STF abriu margem para que os estados explorem a receita das “vídeo-loterias”. O ministro Dias Toffoli votou favoravelmente à flexibilização dessa prática. Mesmo com a venda do empreendimento, funcionários chegaram a relatar que Toffoli visita o local com frequência. Outra autoridade citada foi a ministra Cármen Lúcia, que também teria passado pelo resort.

As diárias, segundo informações disponíveis, giram em torno de cerca de R$ 2 mil nos apartamentos mais simples. Além do cassino, o Tayayá oferece piscinas, quadras de tênis e atividades recreativas para crianças, compondo um conjunto de lazer que atrai visitantes de diferentes perfis.

O resort vem sendo alvo de questionamentos sobre a presença de atividades de jogos de azar em um contexto legal ainda complexo no país. No Brasil, a prática de jogos de azar permanece proibida em grande parte do território; contudo, arenas com modalidades de jogo sob autorização estadual têm sido alvo de discussões legais sobre regulamentação e tributação. A imprensa acionou representantes do empreendimento para manifestação oficial, mas até o fechamento desta matéria não houve resposta definitiva.

O caso, que envolve figuras públicas e interesses empresariais, continua sob acompanhamento de perto, com o objetivo de esclarecer aspectos operacionais do Tayayá, bem como as circunstâncias que cercam a eventual presença de equipamentos de jogo no local.

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