Início Política Parlamentar coordena marcha MG; apoiam Nikolas contra STF

Parlamentar coordena marcha MG; apoiam Nikolas contra STF

Parlamentar coordena marcha MG; apoiam Nikolas contra STF

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) iniciou nesta segunda-feira uma caminhada de Paracatu, Minas Gerais, em direção a Brasília, com um percurso de mais de 200 quilômetros pela BR-040, que liga a capital federal ao Rio de Janeiro. A ideia é chegar à cidade-sede do governo no próximo fim de semana, com expectativa de finalização no domingo, 25 de janeiro. Ferreira, que cumpre pena de prisão desde o fim de 2023, segue sob custódia na Penitenciária Papuda, em uma unidade da Polícia Militar conhecida como Papudinha, no complexo penitenciário de Brasília, após ter sido condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de reclusão.

A mobilização reúne uma ampla lista de apoiadores, entre parlamentares, ex-parlamentares e figuras públicas de diferentes espectros ideológicos. Entre os participantes destacados, aparecem senadores Magno Malta (PL-ES) e Márcio Bittar (PL-AC); deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO), Sargento Gonçalves (PL-RN), Luciano Zucco (PL-RS), Zé Trovão (PL-SC), André Fernandes (PL-CE), Filipe Barros (PL-PR), Carlos Jordy (PL-RJ), Marcos Pollon (PL-MS), Junio Amaral (PL-MG), Maurício do Volei (PL-MG), José Medeiros (PL-MT) e Delegado Éder Mauro (PL-PA). Também aparecem, entre outros, deputados e ex-deputados estaduais como Márcio Gualberto (PL-RJ) e Douglas Garcia (União-SP); além de Capitão Martim (Republicanos-SP), Leandro de Jesus (PL-BA), Gilberto Cattani (PL-MT), Lucas Polese (PL-ES) e Carmelo Neto (PL-CE). No campo municipal, integram o grupo Carlos Bolsonaro (PL), Fernando Holiday (ex-vereador, SP), Rafael Satiê (PL), Guilherme Kilter (Novo), Lucas Pavanato (PL) e Eduarda Campopiano (PL). A lista ainda inclui Zoe Martinez (PL) e outras figuras, como influenciadores e ex-vereadores ligados ao movimento conservador, como Pedro Pôncio, Joaquim Teixeira, Paulo Kogos e, entre as declarações públicas, a participação de nomes ligados ao discurso de defesa de ações políticas recentes.

Segundo informações divulgadas pela rede de apoiadores, Gayer e Ferreira têm publicado vídeos durante o trajeto, com atualizações sobre a quilometragem já percorrida. Em postagem nas redes sociais, Carlos Bolsonaro também tem mantido registros da caminhada, mencionando compromissos pessoais nos próximos dias. A equipe de Ferreira não informou detalhes sobre a logística ou a hora de chegada a Brasília.

Antes da retirada de Paracatu, Ferreira divulgou uma carta aberta em que explica os motivos do ato. O texto reforça que a caminhada não tem finalidade de exibicionismo ou de buscar protagonismo, e sim de manifestar, de maneira pacífica, a necessidade de um debate público sobre justiça e liberdade. O deputado descreve a intenção como um gesto de consciência cívica, “amor ao Brasil” e compromisso com a liberdade, afirmando que não se trata apenas de casos específicos, mas de um conjunto de preocupações sobre decisões judiciais, processos legais considerados, por ele, injustos ou parciais, além de defender a oposição a medidas que, na visão dele, teriam atingido figuras políticas de maneira expressiva.

A carta também aborda críticas à forma como indivíduos ligados aos eventos ocorridos no dia 8 de janeiro teriam sido tratados pelo sistema judicial. O texto aponta para a necessidade de assegurar direitos e garantias fundamentais, bem como questiona o veto a propostas de dosimetria de penas no Congresso Nacional. Ferreira afirma que a caminhada pretende sinalizar que há uma parcela da população atenta e disposta a buscar soluções por vias constitucionais, sem incentivar a prática de crimes ou desordem.

O anúncio reforça ainda que a ação é simbólica e não substitui instituições, leis ou o peso da responsabilidade cívica de cada cidadão. O principal objetivo, segundo o manifesto, é chamar a atenção para a importância de tratar com dignidade os presos ligados aos eventos de 8 de janeiro e às figuras políticas envolvidas nesse debate, bem como estimular a reflexão nacional sobre o estado de direito, a justiça e a liberdade individual.

A previsão de chegada a Brasília, no entanto, permanece como uma meta de curto prazo, sujeita às condições de caminhada e à logística em estrada. Enquanto isso, Ferreira prossegue o trajeto com a expectativa de manter a linha de defesa de suas convicções, apresentando, através do ato, um recorte de protesto que ele descreve como pacífico, ordeiro e dentro dos limites legais para expressão de dissenso.

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