Início Política Pastor acusa aliado de explorar fraqueza aposta em novo nome

Pastor acusa aliado de explorar fraqueza aposta em novo nome

Pastor acusa aliado de explorar fraqueza aposta em novo nome

O pastor Silas Malafaia voltou a defender uma chapa liderada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) na vice-presidência. Em entrevista ao SBT News nesta quarta-feira (21), ele afirmou que essa união seria a única capaz de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), argumentando que a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) não mobiliza a direita.

Segundo Malafaia, a lógica da eleição não admite o conservadorismo “puro” isoladamente; para vencer Lula é necessário agregar centro e direita. Ele disse não enxergar em Flávio a força suficiente para enfrentar o atual adversário presidencial. Em sua leitura, o parlamentar teria se aproveitado de um momento de fraqueza emocional do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para obter o aval na disputa, o que classificou como um “amadorismo político de alto grau”.

Ao comentar o cenário eleitoral, o pastor afirmou que a esquerda não encara Flávio como ameaça expressiva, o que ficaria evidenciado pela forma como o governo Lula o ataca — em contraste com a forma como atinge Tarcísio. Para Malafaia, o governador paulista representa o conceito de novidade e competência na governabilidade, enquanto a candidatura de Flávio não consegue gerar o mesmo nível de empolgação entre a base de direita.

Sobre o potencialdas lideranças, o líder religioso apontou que Tarcísio reúne a capacidade de governar São Paulo e, segundo ele, Michelle Bolsonaro agregaria atração entre diferentes segmentos: mulheres, fiéis evangélicos e uma ligação com o Nordeste. Embora reconheça a competência de nomes como Ratinho Júnior (Paraná, PSD), Romeu Zema (Minas Gerais, Novo) e Ronaldo Caiado (Goiás, União), além de Flávio Bolsonaro, Malafaia sustenta que a questão central não é apenas a habilidade administrativa, e sim a capilaridade eleitoral — a extensão de alcance político em estados e regiões.

A Gazeta do Povo entrou em contato com Flávio Bolsonaro, mas não obteve resposta até o momento. O espaço permanece aberto para manifestações.

Na sequência, o contexto político próximo ganhou contornos com a relação entre Tarcísio e Bolsonaro. Havia a informação de que o governador seria alvo de um ultimato do ex-presidente para disputar a reeleição em São Paulo, o que motivou a aproximação entre as lideranças. Tarcísio chegou a confirmar uma visita a Bolsonaro na residência de Papudinha, em Brasília, para esta quinta-feira (22), mas a viagem foi cancelada. O Palácio dos Bandeirantes informou que ele já possuía compromissos agendados e que pediu uma nova data para o encontro com Bolsonaro. O recuo ocorreu depois que Flávio indicou que o pai poderia impor condições para a participação na corrida eleitoral, destacando a importância da vitória de Tarcísio em São Paulo para “derrotar oPT”.

Diante da situação, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, descartou qualquer atrito entre Tarcísio e Bolsonaro após o cancelamento da visita. Em entrevista à coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, Costa Neto reiterou o apoio de Tarcísio à candidatura de Flávio à Presidência e afirmou que não há clima ruim entre as partes. Segundo ele, o governador de São Paulo é um “homem sério” e integraria a campanha de Flávio de forma efetiva, dissipando rumores de desconforto entre o grupos da direita.

O cenário político permanece de definição em meio às articulações de partidos e lideranças, com o objetivo de consolidar uma posição única capaz de enfrentar Lula. As avaliações variam conforme a leitura de cada bloco: unir centro e direita, ampliar a capilaridade eleitoral e manter coesão entre as forças que trabalham pela eventual candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, ao lado de Tarcísio de Freitas.

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