Título: Frias agradece menção de Eduardo Bolsonaro sobre possível candidatura ao Senado por São Paulo; atuação de Eduardo ainda sob questionamento
O deputado federal Mário Frias (PL-SP) recebeu com gratidão a menção de seu nome para concorrer ao Senado por São Paulo feita pelo irmão, o também deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em meio a bastidores sobre a chapa do PL para o estado em 2026. Embora tenha ficado lisonjeado, Frias reservou espaço para frisar que a decisão sobre a disputa não depende dele isoladamente e que, na avaliação de ele e de muitos brasileiros, existe o desejo de ver Eduardo Bolsonaro representando a população paulista no Senado Federal.
Ao comentar o assunto em entrevista citada por interlocutores, Eduardo Bolsonaro mencionou que Ursas, Rosana Valle e Marco Feliciano estariam atuando dentro do partido em conversas sobre a composição. A partir desses apontamentos, ele indicou que Mário Frias também poderia integrar o conjunto de opções. O exposito de bastidores ressaltou que há uma pesquisa recente que coloca Frias com desempenho favorável no chamado “segundo voto” para o pleito de São Paulo. Segundo o relato, caso haja o apoio de Jair Bolsonaro, Frias passaria a figurar entre os favoritos de forma rápida, chegando a ser comparado ao desempenho de outros nomes que obtiveram ascensão rápida em campanhas anteriores.
Em resposta, Frias utilizou as redes sociais para agradecer o reconhecimento. Disse estar “muitíssimo honrado” pela menção, ao mesmo tempo em que reforçou que ele, bem como milhares de brasileiros, almejam ver Eduardo Bolsonaro como representante do estado no Senado Federal. O parlamentar paulista lembrou que, em 2026, o estado de São Paulo terá duas vagas em disputa para o Senado.
O cenário político que envolve a corrida ao Senado ocorre em meio a um quadro ambíguo para a esquerda. Pesquisas avaliando cenários nacionais apontam Geraldo Alckmin (PSB) como possível candidato a vice-presidente e Fernando Haddad (PT), hoje ministro da Fazenda, como uma figura associada a esse mesmo espectro de avaliação. Haddad, no entanto, tem sinalizado resistência à ideia de concorrer pela chapa do PT, preferindo manter a função no governo Lula até o término do mandato.
Outro nome paulista cotado para ocupar espaço relevante no front político é Guilherme Boulos (PSOL), considerado pela tropa de apoio da esquerda como possível ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República. Boulos já ocupava posição de destaque no governo, o que alimenta especulações sobre o papel que poderia desempenhar em cenários futuros.
Nas últimas eleições para o Senado, o cenário histórico para o campo da esquerda teve a derrota de Márcio França (PSB) frente ao atual senador Marcos Pontes (PL). A vitória de Pontes, na prática, continua a influenciar o debate sobre quais nomes podem conseguir apoio significativo nas próximas eleições, inclusive entre tucanos, petistas e demais siglas que compõem o atual tabuleiro político de São Paulo.
A discussão em torno da composição da bancada paulista para 2026 continua em aberto. Em meio a inúmeras aproximações, desincompatibilizações e possíveis substituições de nomes, o estado de São Paulo se prepara para um pleito que deverá definir não apenas o rumo regional, mas também o equilíbrio entre as diferentes frentes que disputam espaço no cenário nacional.



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