Início Política Dias Toffoli autoriza prorrogação de 60 dias na apuração do Banco Master

Dias Toffoli autoriza prorrogação de 60 dias na apuração do Banco Master

Dias Toffoli autoriza prorrogação de 60 dias na apuração do Banco Master

Brasília – O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou nesta sexta-feira (16) por mais 60 dias as investigações da Polícia Federal (PF) no caso envolvendo o Banco Master. A decisão foi tomada mediante manifestação da autoridade policial, que pediu a prorrogação para a conclusão das apurações. Toffoli explicou que as razões apresentadas para a extensão do prazo devem ser deferidas.

Ainda na mesma sessão, o relator reduziu de cinco para dois dias o prazo para que a PF ouça os depoimentos dos investigados. A medida sinaliza uma alteração no ritmo da tomada de declarações no inquérito em curso.

A prorrogação desta sexta-feira marca, segundo observadores, uma sequência de movimentos do ministro em menos de 24 horas sobre o destino e o acesso a provas apreendidas na segunda fase da operação Compliance Zero. Ao longo de uma janela apertada de decisões, Toffoli já mudou pelo menos três vezes a cada etapa administrativa relacionada ao material de exame, incluindo o que circula entre a PF, o Ministério Público e as defesas.

Contexto do caso
A operação Compliance Zero foi deflagrada pela PF no dia 18 de novembro com o objetivo de desarticular a suposta emissão de cerca de R$ 12 bilhões em títulos de crédito falsos por instituições financeiras. No mesmo dia, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, empresa envolvida no episódio.

Quem é envolvido
Entre os investigados, está o empresário conhecido como Vorcaro. Em momentos anteriores, ele chegou a ser preso ao tentar viajar para Dubai, mas foi solto dez dias depois. Nesta quarta-feira (14), a PF realizou a segunda fase da operação, que mirou o pai, a irmã e o cunhado de Vorcaro, Fabiano Campos Zettel.

Contexto financeiro e desdobramentos
Em março de 2025, o BRB anunciou a intenção de adquirir o Banco Master por cerca de R$ 2 bilhões, contudo o Banco Central não aprovou a negociação, mantendo a instituição sob intervenção. A decisão de Toffoli de ampliar o prazo de investigação acontece em um momento de pressão institucional sobre o funcionamento e a governança de instituições financeiras envolvidas no caso.

O que se sabe até agora
– Prisões, depoimentos e manuseio de provas têm sido objetos de disputas processuais entre PF, Ministério Público e defesas, com decisões repetidas do STF sobre prazos, acesso a provas e localização de dados.
– A nova prorrogação mantém sob investigação possíveis irregularidades na atuação de terceiros ligados ao grupo envolvido no Master, bem como a possível participação de familiares de pessoas ligadas a Vorcaro, conforme apuração da PF.
– A liquidação extrajudicial do Banco Master permanece como marco central do caso, influenciando o ritmo e o alcance das investigações, segundo autoridades envolvidas.

Perspectivas
As próximas semanas devem trazer novos pontos de disputa no STF, com eventuais recursos e novas deliberações sobre depoimentos, acesso a provas e continuidade das diligências. A Polícia Federal mantém o foco em apurar a origem dos recursos, a emissão de títulos e eventuais relações com outros atores do setor financeiro, enquanto o Ministério Público acompanha o andamento das diligências para eventual responsabilização dos envolvidos.

Observação
O conjunto de informações apresentado está baseado nos últimos pronunciamentos oficiais e nos desdobramentos conhecidos da operação. Novos atos processuais podem alterar cronogramas e estratégias das defesa e da acusação.

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